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4 de Noviembre, 2008


novedades de Cronopios

Autores e editoras

Continuem cadastrando seus livros no formulário disponibilizado em nossa home. Eles farão parte do banco de dados da Martins Fontes Paulista Online e facilitarão a distribuição dos mesmos em todas as regiões do país.

Em todas as páginas do Cronópios, além do link para o formulário, temos também um sistema de pesquisa de livros tecnologicamente vinculado ao site da Livraria Martins Fontes. Ele pode ser detalhado por "autor", "título", "editora", "ISBN" e "palavra-chave". É bem interessante usar a pesquisa simultaneamente à leitura de um texto no Cronópios. Pode-se, por exemplo, checar a bibliografia de um autor e descobrir boas surpresas. A pesquisa de livros enriquece a leitura dos textos publicados no Cronópios.

* * *

Estamos editando o último programa da série Bitniks. O nosso especialíssimo convidado é o Glauco Mattoso. O programa está ficando ótimo. Teremos cenas de São Paulo gravadas de helicóptero, o nosso "cronocóptero". Uma pequena extravagância. Aguarde!


Google no Brasil

Confira, logo mais, um texto exclusivo do Diretor de Desenvolvimento de Negócios do Google no Brasil, Rodrigo Velloso, explicando melhor como funciona a Pesquisa de Livros do Google. Não perca!



 
 
Um livro aberto
O Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Google no Brasil, Rodrigo Velloso escreve sobre a iniciativa de catalogar o conteúdo de todos os livros do mundo. Exclusivo para o Cronópios.

a travessia da palavra como inutilidade em manoel de barros
A escritora Tânia Lima escreve sobre a poesia de Manoel de Barros.

Crise de verso
O escritor, editor e professor Paulo Franchetti escreve sobre o verso e sua anunciada crise.
'André. o do disco'
Confira a resenha, feita por Edson Cruz, do livro Música, ídolos e poder: do vinil ao download escrito pelo ex-big boss do disco André Midani.

Fórum das Letras de Ouro Preto, 2008, MG
Fórum idealizado pela escritora Guiomar de Grammont discute o Mistério na Literatura. Confira.

Cabeças decapitadas
O ficcionista Carlos Emílio C. Lima mostra-nos texto do seu A Cachoeira das Eras, de 1979, que s ugere relações temáticas com o novo romance de Carlos Fuentes, A Vontade e a Fortuna. Confira um trecho dos dois livros.

Cabeças a mil
O poeta e ensaísta Felipe Fortuna bota a cabeça pra funcionar e diz a que veio. Confira.

Matraca
O poeta e jornalista Márcio Almeida mostra-nos um pouco de sua produção poética.

O último dia
O ficcionista Ray Silveira mostra-nos mais um conto inédito. Confira em sua coluna CANTO DO CON TO.

Diálogos
O poeta e tradutor uruguaio Washington Benavides, amigo de Carlos Drummond de Andrade, estréia no Cronópios. Confira.

O beijo
O poeta amazonense Anibal Beça estréia na ficção. Confira um dos contos de seu livro inédito, 13 contos de fados e uma novela desgarrada. Edição bilíngüe.

Em memória de Ismael Nery
O escritor Pedro Maciel envia-nos mais um ensaio pertinente. Confira.

Crise de humanidade
O escritor e teólogo Leonardo Boff envia-nos mais um texto-reflexão. Confira.

Celebração poética completa trilogia
O jornalista e pesquisador Jorge Sanglard escreve sobre o poeta Iacyr Anderson Freitas.

Nomadismos contemporâneos
O professor Carlos Azevedo escreve sobre livro que estuda os "errantes trecheiros", de Eurípedes Costa do Nascimento.

Itinerário do Sol
Confira uma pequena antologia poética capixaba organizada por Jorge Elias Neto e Josely Bittencourt.

A ficção cíclica de João Gilberto Noll: uma leitura de Acenos e Afagos
O pesquisador em literatura Rafael Martins da Costa estréia no Cronópios escrevendo sobre o novo romance Acenos e Afagos, de João Gilberto Noll.

Alberto da Cunha Melo - Parte I
O Cronópios faz uma homenagem ao poeta pernambucano Alberto da Cunha Melo. Confira uma entrevista e uma seleta de poemas.

Alberto da Cunha Melo - Parte II
Confira um artigo de César Leal sobre o livro Carne de Terceira, de Alberto da Cunha Melo, e alguns de seus poemas vertidos para o castelhano.

Brinco
O ficcionista Rinaldo de Fernandes envia-nos um conto inédito. Vale conferir.

Por lobogabriel - 4 de Noviembre, 2008, 15:59, Categoría: General
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algunos enlaces para leer la poesia de gustavo tissoco

Te espero, saludos Gus.

Enlaces de http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com

 

 

Para comprar “Desde todos los costados” http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/09/para-comprar-mi-libro-desde-todos-los.html

Hermano (Videopoema) http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/11/hermano-videopoema.html

Tómame entre tus brazos http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/11/tmame-entre-tus-brazos.html

Bicho canasta (Video) http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/10/bicho-canasta-haiku.html

Cargó dos fotografías (Videopoema) http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/11/carg-dos-fotografas-videopoema.html

¿De qué sirve ahora...? http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/10/de-qu-sirve-ahora.html

He perdido la inocencia (Videopoema) http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/10/vdeopoema-he-perdido-la-inocencia.html

Voy a dormir (Videopoema) http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/10/videopoema-voy-dormir-fragmento.html

Dicen que me han visto (Videopoema) http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/10/dicen-que-me-vieron.html

Salgo de mí (Videopoema) http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/10/salgo-de-m-videopoema.html

Dicen que te escondes -a Alfonsina Storni- (Videopoema) http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/10/dicen-que-te-escondes-alfonsina-storni.html

A veces (Videopoema) http://poemasdegustavotisocco.blogspot.com/2008/10/veces.html

Por lobogabriel - 4 de Noviembre, 2008, 15:37, Categoría: web
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400 elefantes

Queridos amigos y amigas, les invito a que visiten www.400elefantes.com

Fuertes abrazos, y recuerdos...
Marta Leonor González

Por lobogabriel - 4 de Noviembre, 2008, 15:31, Categoría: web
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RIO. SARAU POÉTICO "UM CASTELO DE PALAVRAS"

PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO E UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO
APRESENTAM
EVENTO TRADICIONAL DO RIO DE JANEIRO

TODO PRIMEIRO SÁBADO DO MÊS ACONTECE O TRADICIONAL SARAU POÉTICO NO
CASTELINHO DO FLAMENGO. O PRÓXIMO EVENTO ACONTECERÁ DIA 01 DE NOVEMBRO
ÀS 17H E CONTARÁ COM A PRESENÇA DE PERSONALIDADES DO MUNDO LITERÁRIO,
TEATRAL, DA DANÇA, DA MÚSICA E DAS ARTES PLÁSTICAS.

CONVIDADOS DO EVENTO: CIA DE TEATRO CASTELO BRANCO
(Apresentando Teatro do Oprimido e Teatro Impro)
CIA DE TEATRO "ALCATÉIA" (Coord. pelo prof. Flávio Lobo)
CAIRO TRINDADE (Poeta convidado)
GUSTAVO ÁLVARO (músico: Viola Caipira)
FLAVIO LOBO (Artista homenageado)
Palco aberto para todos os poetas presentes no local!
                                                                                                        ENTRADA GRATUITA
Local: Castelinho do Flamengo (Praia do Flamengo 158)- Dia : 1 de novembro, às 17h
Coordenação: João Pedro Roriz- Realização: Prefeitura do Rio de Janeiro e Universidade Castelo Branco.

Assessoria de Cultura, Universidade Castelo Branco
www.castelocultural.blogspot.com

envio: João Pedro Roriz, Escritor e ator

Por lobogabriel - 4 de Noviembre, 2008, 15:28, Categoría: agenda isla negra
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José Millet: Poetas, cantores, escritores...

Coro, Estado Falcón-Venezuela, Noviembre 3.2008

.... promotores, seguidores y admiradores de Alí Primera, y demás gente interesada en la cultura.-

Esperábamos al hermano mayor del poeta, en un aniversario del autor de
la canción "Humanidad", escrita en las mazmorras de la odiada DIGEPOL
de Caracas..Pero Asiclo no llegó y, días después, leímos una carta
escrita por su mano donde nos informaba el motivo de su ausencia:
habían acabado de enterrar a su madre Carmen Adela. Estábamos en
Guachirongo, en el el sitio en que tantas veces Alí empuñó el cuatro
y, entre sorbos del ron "Caballito Frenao", compartió la alegría con
el canto afincado en el compromiso de hacer despertar a la gente. En
el puño de letras menudas que leímos en silencio, entristecidos, había
un pedido, reiterado otras veces en tono sosegado por el mayor de los
hermanos Primera Rossell: cuando vayan a hacerle un homenaje, piensen
primero en el "vientre sonoro" que le dio aliento vital a aquel joven
que recorrió medio mundo poniendo en alto el nombre de su patria para
terminar diciendo, pocos días antes de su "cambio de paisaje", que no
era sino un campesino paraguanero.

Hoy estamos en el patio, amplio y surcado por el viento, de la última
morada de su madre. En casa de Mama Carmen Adela, la que lo dejó
luchar por la mejor causa por la que puede luchar un ser humano. Los
niños se columpian alegres, al amparo de los mismos árboles testigos
de las veladas memorables de Alí con familiares y  amigos. Se acaba de
realizar el acto de entrega de la orden Alí Primera a varias personas
destacadas en varios frentes de la actividad social. A mi lado
permanece Héctor Hidalgo Quero, cuyo libro  Herido de vida terminó de
sembrar en mi alma el amor por Alí, al ayudarme a comprender el canto
que escuchaba con gusto, pero sin alcanzar a decodificar el sentido
último del grito de liberación que se desdibujaba tras de la música
vibrante y viril. Me lo había dedicado, sin saber quién era sino sólo
"un cubano que va tras las huellas de la vida de Alí", como me
presentó, en mi ausencia, el artista plástico falconiano con quien me
lo envió.

Estoy con Héctor cerca de las trinitarias, al pie del hombre a quien
me llevaron los pasos desde Barquisimeto, donde, en unión con varios
amantes de Alí--Pillo Peraza al frente--estaba escribiendo un libro
sobre su pensamiento político, con el ánimo de darlo a conocer mejor
entre las nuevas generaciones. La preparación de ese libro, que al fin
de cuentas no se realizó sino en otra modalidad y estilo, me permitió
urgar en su vida y, ante la inesperada y absurda inexistencia de los
originales fonográficos, escuchar cada uno de sus canciones, bajadas
de internet en un prolongado y angustioso trabajo de reconstrucción.
Bailé con la melodiosa y muy rítmica música compuesta y cantada por
Alí. Me columpié en el cují donde bebió un sorbo de cocuy la primera
vez que visitó la casa de los Peraza. Pero ahora la comitiva oficial
ha cortado las cintas, entra a la Casa-Museo recién inaugurada y se
acerca al estrado de una plazoleta donde se bautizará mi libro "Alí
Primera, Padre Cantor del Pueblo", donde se han recogido alguno de mis
trabajos ya publicados y, especialmente, mis apuntes biográficos
escritos para esta nueva entrega, completados con el concurso de
varios de mis compañeros del Centro de Investigaciones Socioculturales
que fundé en el Instituto de Cultura del Estado Falcón, donde laboro
desde marzo del 2005.

La voz de Héctor me recuerda la tumba sencilla donde fue enterrado el
trovador cuyo nombre repiten sus compatriotas con mucho orgullo.
Túmulo sencillo, rodeado de piedras y una cruz rústica, como la que él
mismo hubiera querido que colocaran en su última morada. La tierra
recién abierta, fresca y cantarina, como los pajarillos que susurran
un canto verde desde las ramas del arbolito que bate el inquieto
viento de Paraguaná. En él dejé atado el primer ejemplar del libro
"Alí Primera, entre la rabia y la ternura", publicado en la Ciudad de
los Crepúsculos precisamente en el año 2005 y bautizado en el Festival
del Caribe, con el que el pueblo de Santiago de Cuba rindió homenaje
a Venezuela y a Alí. En sus ramas acabo de dejar este otro ejemplar
del libro que constituye el mayor compromiso político con este panita
a quien quiero como muchos tal vez no sepan. Sus palabras me ponen
nervioso, pregunto por el protocolo que no está presente y hablo a
continuación: con este libro estoy saldando  nuestro compromiso con
Asiclo de recordar a Carmen Adela y rindo homenaje a quien me trajo
esta vez a Venezuela, tal vez para dejarme anclado en el corazón de su
terruño natal. Luego el Gobernador del Estado Falcón, Lic. Jesús
Montilla, se dirije al público, con la autoridad que le proporciona
haber sido uno de los abanderados más consecuentes en el avivamiento
de la hoguera que dejó encendida Alí y que él ha sabido extender desde
que se hiciera la primera Marcha de los Claveles Rojos hasta el
instante en que escribimos esta reseña.

Había oído decir por el altavoz a Sol Mussett: les presento a Alí
Rafael, otro de mis hijos, entraña palpitante del amor que alimentó su
vida y aventó tantas esperanzas. Sonriente, juntos a sus demás
hermanos, entre los que distingo a Servando, Florentino y Juan Simón.
Me estremecí y pensé: ¡cuánto honor constituye para mí ser otro
hermano más de Alí¡¡¡¡, como es el caso indiscutible del Héctor que se
dirigió con voz serena y fundamentada a la gente, que ahora toma el
libro entre sus manos, lo abre y se alegra de haber asistido a esta
fiesta que contemplan, desde su dimensión cósmica, Mama Pancha, Mama
Chayo, Antonio Isidoro Primera, Carmen Adela el otro Héctor, Asisclo y
La Negra Carmen Antonia, mi gran amiga, todos hermanados por ombligo y
belleza humana. Y Alí no les acompaña en este coro de voces
contentosas porque está entre nosotros, toma las manos y las voces de
sus hijos, de Montecano y demás familiares y la de la propia Sol
Mussett para cantar juntos "La Patria es el hombre".

De regreso a Coro, en la buceta de Corfaltur, me digo: no tengo que
corregir mis notas biográficas, sino escribir el libro necesario que
me decían los amigos guaros Wilmer y Pillo Peraza. Tengo que añadir un
hijo más a la relación que coloqué en el libro...no, ¿cuántos hijos
más le han nacido a la patria en el corazón de uno de sus mejores
hijos?. Repaso los documentos que nos reagló Sol: tengo que rectificar
tal fecha. Será en la próxima edición, que adelantaré en Internet,
como hago siempre en una de las tantas páginas web donde publico lo
que escribo en adelanto a esa otra gran obra que escribiremos juntos.
autografío mi libro: les aclaro, está próximo a salir otro libro donde
añadimos cosas nuevas. Espérenlo, seguros. Lo anunciaré por esta vía
en que me comunico con tanta gente amiga de todas partes del planeta.

Por lobogabriel - 4 de Noviembre, 2008, 14:24, Categoría: lecturas
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Nunca llueve sobre el Sáhara- Reseña del libro, por Guillermo Ortiz López

Es extraño que el primer libro en solitario de un autor resulte más bien una antología, una mezcla de estilos pasados y presentes, con apuntes de futuro. En Nunca llueve sobre el Sáhara, Pedro Martínez no muestra las manos titubeantes propias de un escritor novel. Precisamente, porque no es un escritor novel.

Aunque su dedicación a la escritura fuera tardía, hablamos de un hombre que leyó de joven todo lo que había que leer y que ya lleva años y años publicando en prestigiosas revistas de Internet de todo el mundo. El libro se podría resumir perfectamente en una frase de su relato A un dios suicida: «(…) La sangre, el semen, la saliva, el orín, son el verdadero espejo del alma».

Nunca llueve sobre el Sáhara está lleno de sangre, semen, saliva y orín. No al estilo Bukovsky o Burroughs, desde luego. Pero sus personajes se arrastran por las simas de las montañas, por los riscos, por las tragedias, por las calles de un Madrid de postguerra que huele a lentejas y entresijos. A verbena. Sus personajes están solos, con su alma y su cuerpo y  su dolor. Es un libro lleno de dolor y nostalgia. De tristeza. Y es que la literatura no tiene por qué ser triste necesariamente, pero casi siempre el que escribe es un nostálgico, y con la nostalgia hay que tener un cuidado increíble. Escribir, a menudo, es volver a vivir aquello que nos hizo felices, o infelices, aquello que nos hizo sentir algo, en cualquier caso. Recordar los sentimientos y ponerlos sobre el papel no es fácil. Es doloroso, aunque catártico: uno deja de ser su propio cementerio y encuentra una tumba más accesible. Una urna donde esparcir las cenizas y guardarlas en la estantería.

En este libro de Pedro Martínez tenemos de todo, porque Pedro se atreve con todos los géneros. Tenemos costumbrismo, por supuesto. Costumbrismo madrileño. Pedro se maneja con maestría en el costumbrismo pícaro madrileño. Pero no sólo eso: tenemos recuerdos de la Guerra Civil, fábulas de la Asturias profunda, personajes solitarios y enloquecidos, inmigrantes que cogen el tren equivocado… Música de Triana que acompaña un viaje a Alemania rodeado de españolos.

Es un libro que va de menos a más, en mi opinión. Un libro que empieza con un niño en los años ‘40 y que acaba con un abuelo moribundo en la era de Internet. Un libro que gana en soltura en los últimos relatos, como si Pedro hubiera decidido olvidarse un poco del estilo y se hubiera dejado llevar. El lector no puede sino emocionarse con sus triángulos amorosos, su reflejo de la injusticia, la entrañable pareja de viejos que anuncia una nostalgia futura —esto sí que es increíble— de Jugando con Alicia…  probablemente uno de los tres mejores cuentos de la colección junto a Todos eran iguales, menos uno y Disparos en un parquin.

Pareciera que las teclas se sueltan y las ideas se confunden libremente, con personajes psicópatas, agresivos, situaciones improbables… Una ruptura, una evolución con respecto a la distancia y la sobriedad de estilo que destaca en los primeros relatos.

Por supuesto, hay compromiso social y político. Sería absurdo que un libro de Pedro, que ha dedicado su vida al compromiso social y político, no recordara ciertas realidades históricas. Guardias civiles y retratos de Franco. Maquis que vuelven a España con chocolate inglés en la maleta. Estraperlistas, bingueros… una serie de perdedores cuyo único delito fue nacer en el momento equivocado, en el país equivocado.

Pero Pedro no es un moralista. Pedro dibuja esa realidad a retazos, de manera que la tristeza, la injusticia, el dolor… están ahí, pero no obliga al lector a bebérselos  como aceite de ricino para purgar sus culpas. No, simplemente, lo pone ante sus ojos, para el que lo reconozca.

Nunca llueve sobre el Sáhara es la primera obra de un autor consolidado. Sé que parece una contradicción, pero no lo es. En sus 144 páginas, Pedro Martínez nos regala partes del escritor que ha sido y sobre todo nos anuncia el que va a ser. Conviene prestar mucha atención, no vayamos a perdernos algo.

____________________
Nunca llueve sobre el Sáhara
Ed. Mandala & LápizCero (Madrid, 2008)
ISBN 978-84-935712-8-3

Web de Pedro M. Martínez: www.martinezcorada.es
Para adquirir Nunca llueve sobre el Sáhara (en La Casa del Libro):
http://www.casadellibro.com/fichas/fichabiblio/0,,2900001241431,00.html?codigo=2900001241431

Por lobogabriel - 4 de Noviembre, 2008, 14:19, Categoría: librocomentarios
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La soledad de la gata - Pedro M. Martínez Corada

AURA ESTHELA NACIÓ EN ECUADOR la misma noche que murió la gata Flora. Fue en el plenilunio, cuando los dioses de la tierra y del cielo se reúnen para celebrar la armonía de las esferas del universo. El padre de Aura decidió poner este nombre a la bebita de pelo negro cuando vio la luna pálida, envuelta por un círculo de luz lechosa. Después bebió un trago de cerveza y le dijo a su compadre Franklin:
—Lo de la gata es buen presagio, créemelo. La niña llegará muy lejos…

Cuando tuvo veinticinco años Aura se marchó a España, días antes del Carnaval de la Mama Negra. Le debe todavía mil dólares a un señor de Saquisilí, que acaba de reclamar a su padre el pago de una cuota atrasada del empréstito. Hoy, sin falta, tiene que conseguir la plata para mandarla.
Son las seis de la mañana y Aura pulsa el botón del número cuatro en el panel del ascensor. Mientras sube recuerda cuando de niña iba al Caño Gordo a por agua y soñaba con trenes plateados que la llevaban a la ciudad. Es el primer apartamento que va a limpiar en el día. Podría haberlo hecho por la tarde, el dueño se ha ido de viaje, pero hoy tiene que aprovechar el tiempo. Aprieta el bolso contra el costado y siente como cruje el resguardo blanco que le dieron ayer en el banco, el justificante del último pago a la policía. Si todo va bien, en diez días tendrá tarjeta de residencia, un salvoconducto de plástico para entrar en el futuro.
Abre la puerta del piso, su apartamento preferido. Hay periódicos tirados en el suelo y vasos pringosos sobre la mesa de cristal del living, mas no le importa. Busca con la vista a la gata grisácea, panzuda como un oso de peluche y grandes ojos azules, pero no la encuentra. Tira el bolso sobre el escueto sofá, apaga el descuidado televisor, y se agacha un poco:
—Misi, misi, misi...
La gata, redonda como un melocotón, está debajo de la única cama del apartamento, observando fijamente a una cucaracha negra que acaba de caer desde el somier. Los ojos azules se le contraen hasta que casi forman una fina línea recta. El bicho está panza arriba y mueve con desesperación las patas y las antenas, intentando girarse. La gata no le quita ojo, alguien diría que con aire divertido, y eriza la cola aterciopelada. Espera. Al fin, el insecto consigue dar la vuelta y corre hacia el rodapié en busca de la guarida. La gata se lo traga de un bocado.
—Misi. Misi, misi... —Aura está en el pequeño cuarto de baño, regado con toallas en la bañera y el suelo.
 Debajo de la cama, la minina cierra los ojos, se relame y con una de las patas delanteras se frota el hocico. El tránsito del cuerpo ovalado hacia el estómago termina y asoma la faz entre los faldones del edredón nórdico. Aura, que sale del baño, la ve:
—Cariño, ¿dónde estabas? Ya sé, quieres jugar... Ven. Ven aquí...
A Aura le gusta la gata. La quiere como si fuera propia. Cuando la ve firma un armisticio con el mundo. La gata ronronea y se frota contra las piernas de la mujer que siente el pelo suave del animal. Aura se deja caer en el sofá, la gata le salta encima del regazo y le lame las manos. Es una lengua caliente, húmeda, áspera. Aura se olvida del cuarto de baño, de la pileta del fregadero llena de platos manchados de grasa y acaricia las orejas de la gorda, erizadas como si fuera a haber tormenta. Los ojos azules del félido la miran, magnéticos como una constelación equinoccial, brillantes como los fuegos artificiales del Carnaval.
Durante unos minutos acaricia las patas y la tripa del animal, que ofrece la panza y las tetillas gustosa. Minutos que, sin embargo, son horas de vida recordada. Los padres, los hermanos, tan lejanos; la roja línea del horizonte en las tardes en que comían queso de hoja y ayuyas y el Curiquingue, el Capariche y el Caporal recorrían con sus disfraces las calles carnavaleras.
Es un momento que se concede Aura, todos los jueves, en el minúsculo apartamento, donde a veces llora un poco. Ella querría ser enfermera. O mejor doctora, en un gran hospital como los que salen en televisión, para ayudar a la gente, casarse y vivir en una casa con jardín y hacer cuy asado a sus padres. Pero se tuvo que ir sola a España, tras pedir un préstamo al señor de Saquisilí, después de darse cuenta de que nada había por hacer en el pueblo, que tenía que buscar otra vida.
Aura pone en el cedé un disco de Maná, mientras comienza a fregar los platos. Hace dos meses que no ve al dueño del apartamento, sólo alguna nota en la puerta, de cuando en cuando, da razón de que él existe.
Casi está terminando la canción Hechicera, cuando suena el teléfono. Aura se sobresalta un poco, pero menos mal que no se le cae la ensaladera que está enjuagando. Salta el clic del contestador y oye una voz de mujer que grita entre ruidos de coches:
—Javier, es el tercer recado que te dejo. Hoy es once de marzo y todavía no me has ingresado el dinero de Marta. Sabes que lo necesito... Como sigas haciendo el cabrón se lo digo al juez —Marta debe ser la niña rubita de una de las fotos que hay sobre la repisa de la mesa plegable, piensa Aura.

—Misi... Misi...
La gata no sale a despedirle cuando se va. Ya le dio su ración de cariño hace un rato. Otra vez está debajo de la cama, vigilando el rodapié con sus ojos azules como el cielo de verano sobre el Cotopaxi. Aura cierra con cuidado la puerta del apartamento y acaricia de nuevo el bolso. Tiene que darse prisa o perderá el tren para la estación de Atocha. Sonríe en el ascensor pensando que dentro de poco quizá pueda traer a sus padres: cada vez hay más apartamentos que limpiar.
La gata cierra los ojos y dormita. Hace ya mucho tiempo que se acostumbró a la soledad.

_________
(Relato perteneciente al libro Nunca llueve sobre el Sáhara (Ed. Mandala & LápizCero – Madrid 2008) ISBN 978-84-935712-8-3
Página web del autor: www.martinezcorada.es)

Por lobogabriel - 4 de Noviembre, 2008, 14:15, Categoría: lecturas
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Pedro Manuel Martínez Corada - España

1951) nació en el madrileño barrio de Chamberí. La época no daba para muchas alegrías y comenzó a trabajar muy joven, como tantos chavales nacidos en aquellos años. España padecía la dictadura franquista, eran tiempos de silencio y miedo, pero también de solidaridad y compañerismo. Autodidacta, desde muy joven militó en el sindicalismo y la política.

Fotógrafo aficionado, llegó a la escritura de la mano del Taller Literario de El Comercial, del que es uno de sus miembros fundadores, en cuyo trabajo participa desde el año 2000. Varios de sus relatos se encuentran publicados en los libros Los cuentos de El Comercial (Taller de El Comercial, Madrid-2002) y Vampiros, ángeles, viajeros y suicidas (Kokoro Libros, Madrid-2005). Es cofundador del colectivo de cultura Margen Cero, director de la Revista Digital de Arte y Cultura Almiar, socio fundador de la Asociación de Revistas Digitales de España (A.R.D.E.) y socio del Círculo independiente Ñ de escritores (CiÑe).
Cuentos suyos han sido publicados en revistas digitales de distintos países: Heterogénesis (Suecia); Proyecto Patrimonio (Chile); El Escribidor (España); Revista El Interpretador (Argentina); Narrativas (España) y en la hostería literaria del escritor Norberto Luis Romero.
En el año 2005 fue elegido finalista en los Certámenes Literarios de la Universidad Popular de Alcorcón (Madrid). En 2006, resultó finalista, asimismo, en el II Concurso de Relatos «Inmigración, emigración e interculturalidad», convocado por la Unión General de Trabajadores y el Ayuntamiento de Alcobendas y en ese mismo año recibió el Primer Premio del I Certamen de Relato de la Asociación de Amigos del Foro Cultural de Madrid.
En 2008 ha publicado su primer libro de relatos en solitario. Nunca llueve sobre el Sáhara (Ed. Mandala&LápizCero) es una selección de cuentos escritos durante los últimos años y representa la labor de búsqueda de un estilo propio dentro del género.

Por lobogabriel - 4 de Noviembre, 2008, 14:14, Categoría: bios
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Sobre "Nunca llueve sobre el Sahara" --- II---

Se ha dicho también...

- Nacho Fernández (Director de la Revista Literaturas.com): «Nunca llueve sobre el Sáhara, que da título al libro, habla de un escritor que ve la muerte y tira todo lo escrito, pues no quiere volver a publicar. La figura de la botella, con sus mensajes manuscritos, es una reflexión sobre la literatura y los autores ahora...».

- Miguel Baquero (escritor): «He recibido el último libro de cuentos de mi amigo Pedro Martínez Corada. Se titula Nunca llueve sobre el Sáhara y lo he leído con mucho gusto. Posguerra, casas de vecindad, mujeres que cosen bajo una bombilla, bares donde sirven vino barato, pero bueno, y cocido los miércoles, conversaciones antifranquistas en voz baja, plan Marshall y Mantequerías Leonesas… Y por el otro lado, la vieja mitología asturiana de bruxas, xanas y cuélebres, historias fantásticas en torno a las cuevas del Cuera, caseronas aisladas, conjuros en bable…» (Leer reseña en La tormenta en un vaso).

- Eduardo Martos, escritor (El Aleph): «Durante sus 137 páginas me ha sorprendido una prosa limpia y precisa, despojada de adornos innecesarios, de recarga inútil; una prosa que también es dura y seca, como los parajes y los personajes que componen el mosaico del libro. La dureza, la dificultad, lo árido, no está en la forma, sino en el fondo que subyace incluso por debajo de las tramas...».

- Guillermo Ortiz, (escritor): «Nunca llueve sobre el Sáhara está lleno de sangre, semen, saliva y orín. No al estilo Bukovsky o Burroughs, desde luego. Pero sus personajes se arrastran por las simas de las montañas, por los riscos, por las tragedias, por las calles de un Madrid de postguerra que huele a lentejas y entresijos. A verbena. Sus personajes están solos, con su alma y su cuerpo y su dolor. Es un libro lleno de dolor y nostalgia. De tristeza. Y es que la literatura no tiene por qué ser triste necesariamente, pero casi siempre el que escribe es un nostálgico, y con la nostalgia hay que tener un cuidado increíble. Escribir, a menudo, es volver a vivir aquello que nos hizo felices, o infelices, aquello que nos hizo sentir algo, en cualquier caso».

- María Aixa (escritora): «Martínez posee un forma de narrar concisa, depurada, limpia de pretextos, con el atrevimiento de los primerizos cuenta, narra historias, apegadas a la existencia, a la realidad, de forma brillante y eficaz».

- Óscar Portela, escritor (a propósito del relato Todos eran iguales, menos uno): «Las pullas de Valery contra la prosa —esa prosa excesivamente racionalista y esquemática que asoló Europa en los últimos decenios— se estrellan contra la prosa de Martínez Corada: ella se sustantiva a partir de una poética "de la nostalgia", de una certeza que enciende la lumbre de aquellas horas casi sagradas que templan el alma del poeta: (todo ha terminado y el recuerdo del último Dios) y en ésta como en otras narraciones, la muerte (la doncella intocada y virgen) se da la mano con la flecha de Eros: no se trata de una prosa suntuosa, no: es una prosa que fluye de un manantial, de un venero de sentimientos que le dan la verdad que toda poética lleva en sí.
     Sentimientos no significa sentimental, significa el coeur mas hondo, más profundo, aquel que nos une a tierra como morada y que ya se ha desertificado para siempre: allí, bajo la lechosa luz de la luna, sólo la lucha de los opuestos —un acto de amor— puede salvarnos: un pasaje en un cementerio bajo la advocación de Rilke o de Milosz.
     Cada frase, cada sustantivo o adjetivo de Pedro Martínez Corada parece mojado en los pasteles de Rosseau. En verdad heme vuelto remiso a las narraciones en los últimos tiempos, pero los vientos que provienen de la imaginación y el sentimiento de la alteridad de lo "otro", en un mundo vacío de sentido que aparecen en la prosa de Pedro Martínez Corada, me han tocado, me han conmovido profundamente. Cuando dé a luz su primera novela veremos aparecer debajo de esa escritura una criatura gigantesca. Mitad Ángel, mitad Demonio en memoria de Blake».

Por lobogabriel - 4 de Noviembre, 2008, 14:13, Categoría: librocomentarios
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Sobre "Nunca llueve sobre el Sáhara" de Pedro Martinez

              Cuando se tiene la suerte de ser amigo de Pedro Martínez, se sabe que, casi con seguridad, uno va a poder disfrutar del privilegio de asistir a los primeros días de vida de alguno de sus relatos.

               No quiere eso decir que el relato nos llegue balbuceante ni desdibujado, a la espera de mano firme que lo ponga en pie. Muy por el contrario, su solidez y frescura hacen que uno se encoja y compruebe, una vez más, que el talento para narrar no está reñido con la emoción que sabemos guió la mano del autor en la tarea.

               Nunca llueve sobre el Sáhara es una buena muestra de lo que queremos decir. A lo largo de los 18 cuentos que componen el libro, se recorren tantos universos como recuerdos y esperanzas caben en el alma de un hombre que, a sus años, puede permitirse el lujo de pactar con el diablo en los mejores términos, pues son tantas las sensaciones que se trasmiten en los espacios entre líneas, como experiencias vividas en carne propia aparecen en la letra impresa.

               La mirada de divertida curiosidad del niño que habita el mundo, no tan lejano, de Tarde de sábado, contrasta con la amargura adulta que aún tiembla ante el verdadero nombre de las cosas. Cuando el abuelo nos daba permiso para cenar y los deberes se hacían en la misma mesa camilla en la que la madre escogía las lentejas, al calor del brasero y al olor de las ramas de romero quemadas.

               Sólo la voz y la mirada de los niños tienen sentido en El río petrificado, donde la historia se quedó congelada en ese purgatorio al que iban las almas infantiles, según decía la maestra. Tantas historias calladas en la memoria de tantos. Cuantas pequeñas orejas pegadas a las puertas, intentando comprender…

               También su amada tierra, Asturias, aparece en los relatos para cobijar en sus cuevas a los últimos maquis, en El silencio del valle; a los enamorados de las xanas, ninfas del agua cuyo canto y belleza les llevaba hasta la locura, en Hilo de oro; al triste cuélebre, de La mar tapada, todos aquellos que, embrujados por leyendas o ideas, recorrían los mismos montes en busca de amores imposibles.

               Resulta sorprendente la magnífica memoria de la que hace gala Pedro Martínez al recrear, con todo lujo de detalles, momentos que nos devuelven a una juventud, ya lejana en el tiempo, en relatos tan evocadores como Todos eran iguales, menos uno; Disparos en un parquin o Toubkal, haciendo posible la visión de una imagen caleidoscópica tan nítida que nos permite volver a sentir con idéntica emoción los viajes, la música, los desamores, las puestas de sol, las fiestas con amigos, los olores de la tierra, las pequeñas traiciones… vivencias, al fin y al cabo, de las que se nutrió toda una generación, hija de la posguerra española, y preocupada por hacerse oír por encima del estruendo de la Fiesta Nacional.

               El buen oficio con el que se tejen las historias en relatos como La soledad de la gata, El botones, El Viento, La mano inocente o El abrazo, y el aire que se respira en Jugando con Alicia y Ahora que te vas…, pequeño homenaje a los juegos que tanto le gustaban al último cronopio, confirman la teoría de que «un cuento es una historia contada de la única manera posible» y en este libro, en el que no sobra ni falta una sola coma, hay tantas formas distintas de contar historias como relatos figuran en el índice, habitados por personas de carne y hueso, de una humanidad tal que dan ganas de preguntar al autor qué ha sido de ellos, mujeres-frontera como Myriam Anita, Aura, Engracia, Paqui, Carmela… hombres compactos como Dionisio, Paco o Ramón, don Pablo, el tío Luís, Jacinto… y los niños, esos niños que fuimos y que ahora nos devuelve el espejo gracias a la magia de las palabras en manos de tan buen artesano.

               Y lloverá en el Sáhara tantas veces como queramos, siempre y cuando seamos capaces de leer entre las líneas de un texto, oír los sonidos que escapan del silencio, cuando los mensajes que enviamos naveguen paralelos a los mensajes que recibimos sin que ello nos turbe, cuando venzamos el miedo a la muerte con las mismas armas con las que aprendimos a combatir en la vida, cuando sepamos trasmitir a nuestros hijos que lo mejor de esa vida es gratis y nadie puede arrebatárnoslo y, sobre todo, cuando no perdamos la capacidad innata de reírnos de nosotros mismos, de lo que el autor de este libro da sobradas muestras. Gracias a cierta literatura y gracias a algunos escritores, muchos de nosotros nos reconciliamos diariamente con el mundo con el único propósito de seguir disfrutando de libros como éste. 

Carmen Ropero
(febrero de 2008)

Por lobogabriel - 4 de Noviembre, 2008, 14:11, Categoría: librocomentarios
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